Marcio Etiane, Bacharel em Direito
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Marcio Etiane

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Jorge Luiz Amantea Sabella, Advogado
Jorge Luiz Amantea Sabella
Comentário · há 11 anos
Bom... A Dilma não fez nada que não tenha sido feito por outros presidentes, como pode haver causa para o Impeachment?

O FHC por exemplo, dobrou a dívida pública gastando nossas reservas para segurar o dólar e se reeleger, digo, é medíocre qualquer argumentação que ignore que a lei não foi mudada desde então. Por isso não há argumentos sólidos que justifiquem o impeachment agora.

Se houvesse argumentos o autor conseguiria explicá-los num parágrafo. Mas preferiu deixar claro no primeiro deles a retórica comum, atacando até quem defende a manutenção do mandato da Dilma, num destempero que mostra que a questão não é acadêmica e muito menos teórica. Nesse parágrafo diz que é honesto e os que defendem Dilma são manipuladores, pede que acreditem nele e não nos manipuladores pois eles são partidários e o autor, não.

Eu estou dentre estes que defendem o mandato da Dilma e conheço muitos que votaram no Aécio e aceitaram a derrota melhor que ele!

O autor demonstra o interesse do ego no impeachment da Dilma e a partir disso tenta achar o que o justifique.
O ego aparece quando falta argumentos em que a própria pessoa acredite; fica insegura; tende a espanar a linha de raciocínio colocando diversos elementos marginais para contextualizar o elo que não consegue fechar sem falhas.

Acontece também quando alguém é pego na mentira. Muda o tom de voz e a entonação silábica... Percebe-se isso até num texto; se a pessoa escreveu por prazer ou está tentando a aprovação de uma outra pessoa específica - cuja a personalidade, indiretamente dá o tom do texto do autor - ou até de um grupo de pessoas onde o comprometimento dos adjetivos e substantivos podem ser levados em conta. Também quando há um novo amor, doença, objetivo, emprego. São muitos os traços perceptíveis, inclusive, dá pra perceber quando há interesse profissional e/ou dinheiro envolvido. As pessoas raramente conseguem esconder esse tipo de interesse.
Se fosse um artigo do Lula pedindo o impeachment da Dilma ela já estaria fora, mas no caso deste texto não há verosimilhança alguma.

Obs.. Fizeram um esforço para julgar as contas anteriores à essa para encurralar a Dilma rápido... Se tivessem condenado as contas do Lula, a Dilma já estaria fora.
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Andre Cavalcanti Pierre de Messias, Analista de Informações
Andre Cavalcanti Pierre de Messias
Comentário · há 11 anos
Analisando os dois casos de impedimento de presidentes da República, o de Collor e o de Dilma, este ainda em fase inicial de instauração, o que se percebe é que se trata de um processo e julgamento exclusivamente políticos. Se o chefe de governo for tão politicamente inábil para perder, ao mesmo tempo, a capacidade de manter conchavos, que eufemisticamente poderíamos chamar de "relações institucionais", com os chefões do legislativo e o apoio popular, seu caminho fatalmente será a defenestração do Palácio do Planalto. Collor era odiado pelo Povo por causa do plano maluco de sequestrar a poupança para controlar a inflação e tinha péssimo relacionamento com o congresso. Dilma vai cair porque tem péssimo relacionamento com o Congresso, é uma técnica sem qualquer habilidade política, e agora é odiada pelo Povo por causa da mentira na campanha eleitoral, na qual disse que tudo estava às mil maravilhas e a realidade, agora, é essa que temos ai... sem contar com os sucessivos escândalos de corrupção no entorno dela. Além disso tudo, há o vice, Michel Temer, junto com o Eduardo Cunha e o PMDB, o partido com a maior bancada, querendo o poder a qualquer custo por estes três anos que faltam do mandato de Dilma. É isso: na prática, as condições para o impedimento de um Presidente da República são de natureza meramente política... só é preciso ser odiado pelo Povo e não ter bom relacionamento com o Congresso (fraquejar nos conchavos). Toda essa ladainha de "fundamentos jurídicos", portanto, é pura enrolação. Crime, qualquer um arranja para imputar ao Presidente a ser impedido: seja Fiat Elba, seja pedalada, seja qualquer outra coisa. Tanto é assim que Collor fora condenado politicamente no Senado, perdeu o cargo, mas depois foi absolvido juridicamente pela nossa Corte Suprema. É o que vai acontecer com Dilma.
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